terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tudo depende...

"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim."

 - Charlie Chaplin -                 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz ano novo!



Dedico o primeiro post do ano a todos meus amigos e conhecidos. Também aos seguidores e leitores do blog.

Que 2012 seja lindo para todos nós!
Muita paz, realizações, conquistas, amores, vitórias, felicidades e muita sabedoria para que possamos continuar vivendo perfeitamente bem!!

Um ótimo ano a todos!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Águas da Prata, São Paulo

Esse ano, durante a viagem, entramos em uma cidadezinha no interior de São Paulo cujo nome é Águas da Prata. Já havia ouvido falar nessa cidade, mas diziam que era uma cidade bonita, com hotéis, árvores, cachoeiras e muitos turistas. Uma cidade alegra e bem cuidada por todos.

Porém, a cidade que eu vi não é assim.

A entrada da cidade, pela rodovia, não tem nem o nome da cidade. Há dois ou três restaurantes na cidade inteira e não há placas indicando onde se localiza cada a tração da cidade. Algumas casas são maravilhosas, construídas da maneira mais bela e fina que se encontra atualmente. Com paredes de pedra ou alvenaria, possuem belos vidros e jardins extremamente verdes. Porém, as que não possuem essa aparência exorbitante, são horríveis: mal pintadas, sem acabamento e até mesmo ainda por construir. As pousadas e hotéis estão completamente abandonados. Quanto as árvores, todos que me contaram algo sobre a cidade tinham razão. Elas estão por toda parte e, inclusiva, nas casas de retirantes e em todo tipo de construção abandonada. No restaurante mais bem aparentado da cidade, há um exposição de 5 carros antigos, todos do mesmo modelo e uma Veraneio, daquelas usadas pelos policiais na época da ditadura militar, que andavam todas pitandas de "preto, branco, cinza e vermelho" (Capital Inicial - Veraneio Vascaína). O único hotel que restou na cidade é até bem ajeitadinho.  Porém, o homem que nos atendeu não é anada amigável. Com os dentes podres e mal-vestido, ofereceu-nos dois quartos e seu hotel estava totalmente vazio, o quadro de chaves não tinha nenhum buraquinho, por um preço exorbitante. Quanto às pessoas, que pelo que ouvi, eram felizes, não as vi. A cidade é morta, tendo movimento somente em alguns comércios. Ninguém cainha pelas ruas nem sorri. Ninguém recebe ninguém. O asfalto não é cuidado, sendo bastante esburacado e a cidade possui uma quantidade considerável de ruas de paralelepípedo. Quanto as cachoeiras, não as achamos. Sinceramente, só há uma placa que as indique em toda a cidade. Seguindo essa paca, chega-se a uma rua de terra que leva o turista à periferia da cidade onde não há guardas nem luzes. Dessa forma, a maior parte dos turistas retorna com medo de onde possa chegar.

Vemdo isso, buscamos informações e um morador disse que, realmente, um dia Águas da Prata foi uma cidade bela. Mas, com o passar dos anos, os governantes foram ficando piores e o investimento na cidade se anulou, levando todo o dinheiro para o bolso dos administradores. Também o povo perdeu as esperanças na cidade e não faz mais nada para que volte a ser bela e atraente. Com as condições atuais, nenhum turista tem vontade de conhecer o local.

Se algum governante um dia chegar a ler isso, peço que não deixe sua cidade, estado ou país, chegar a essas condições. Realmente é muito triste ver que alguns tem muito e outros não tem nada. Sem contar que era uma cidade turistica.

Aos amigos e leitores, peço que compartilhem isso e passem para outras pessoas para que também essas tomem conhecimento do que aconteceu com Águas da Prata para que esse texto um dia chegue e alguém que possa fazer algo por essa cidade e por seus moradores.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Saudade

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"Elinor já lera muitas e muitas histórias nas quais o protagonista em algum momento adoecia porque estava infeliz. Ela sempre achou essa ideia muito romântica, mas a rejeitava como uma mera invenção do mundo dos livros. Todos esses heróis e heroínas que a vida abandonava de repente, por causa de um amor infeliz ou porque sentiam falta de algo perdido! Elinor sempre participara com grande prazer dessas paixões - como costumam fazer os leitores. Afinal, era exatamente isso que as pessoas procuravam nos livros: grandes sentimentos nunca vividos, dor que, se se tornasse muito forte, era possível deixar para trás apenas fechando o livro. Morte e destruição que pareciam deliciosamente verdadeiras se alguém as evocava com palavras certas, e que se podia provar e abandonar entra as páginas sem perigo algum."

- Cornélia Funke, Morte de tinta - 

Queria alguém com quem rir. Alguém que me fizesse feliz. Alguém me que entendesse, que concordasse comigo e que soubesse o que sinto. Queria alguém com quem chorar. Queria alguém do meu lado, alguém que fizesse dos momentos tediosos, grandes momentos de alegria. Alguém que compartilhasse comigo alegrias, tristezas, risos e choros. Alguém que confiasse em mim, que me apoiasse, que me olhasse e dissesse que me ama. Alguém que me visse, não como amiga, mas como amor. Alguém com quem pudesse partilhar meus momentos, meus sentimentos, minha vida. Alguém para olhar nos olhos e dizer que eu amo. Alguém que me trouxesse devolta o desejo de amar, de sonhar. Alguém me ajudasse  construir meus sonhos e a escolher o caminho certo a seguir. Alguém em quem eu pudesse apostar. Alguém que me convidasse para sair e que quisesse estar comigo em todos os momentos. Alguém que me amasse como eu sou.

Não é possivel que só eu não encontre alguém pra ser feliz. E que meus amiores amores não sejam pra mim. Sinto falta de alguém assim. Alguém que, além de amor, seja amizade. Acho que um dia minha hora vai chegar. Mas sinto que me falta algo, algo que eu já encontrei em alguém. Sinto que me falta uma pessoa, uma metade, uma alma-gêmea. Simplesmente queria encontrar o meu principe encantado. De que adianta uma alma-gêmea se ela não sente o mesmo por você? Será que é por falta de tempo ou será que essa pessoa não é a certa?

Sinto falta do conforto que sua voz me dá, do carinho do seu olhar e do calor de seu sorriso. Sinto saudades de você, meu amor. Embora não saiba ao certo se é você que me completa. Seu jeito me encanta e sua amizade preenche o vazio que eu guardo no coração. Não queria algo assim para nós. Sinto saudades do tempo que passamos juntos. Seu olhar me faz falta. Nossas brincadeiras e discussões me vêem na memória. Queria poder te ver, abraçar, beijar. Simplesmente estar ao seu lado. Queria poder entregar-lhe todo o meu coração e meus sentimentos. Queria que isso fosse possível. Você não faz ideia da falta que você me faz.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Silêncio

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Nesse exato momento me deu uma profunda tristeza. Pensar que uma amizade de anos começaria a morrer desse jeito. Não acredito que um ano sem tempo fez isso conosco. É horrível pensar que sua melhor amiga já não te dá mais tanta importancia assim e você ainda quer tê-la por perto. Deixo bem claro aqui que a sensação de ter essa certeza é horrivel e torço para que ninguém sinta o mesmo que eu sinto agora. Não é uma coisa agradável. Realmente as pessoas se importam mais com pouco superficial do que com a imensidão interna de alguém. Mas disso eu já sabia, agora só tive minha certeza confirmada. Não é só porque duas pessoas não têm tempo de se ver que elas têm de deixar de ser amigas.

Amiga, se você ler isso, acho que entenderá. Nunca fiquei tão magoada com alguém, e pensar que eu já nem ligo pra essas coisas. Isso porque já aprendi que as pessoas só são amigas até o ponto que lhes interessam e, hoje, isso não me assusta mais.

Todo o te,mpo que passamos juntas, as conversas, os segredos, os filmes, as saídas, a praia, as risadas, as lágrimas, as paqueras. Tudo isso agora cria rugas e envelhece, dando o primeiro passo em direção a morte. Ouço as vozes das conversas e os barulhos das risadas silenciarem, ouço os sinos pararem de badalar. Não precisa ser assim... Silêncio.